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Porta-chaves com SOS e outra tecnologia para emergências

Fonte: Público

A segurança pessoal – via pequenos aparelhos tecnológicos com que nos podemos equipar (os chamados, wearables) – é uma das tendências tecnológicas em 2017, segundo um relatório dos laboratórios Ericsson, na Suíça. Os botões de pânico portáteis (para apertar em caso de emergência e alertar, automaticamente, amigos e serviços de segurança) ocupam o topo da lista, mas sirenes de bolso e pulseiras com GPS para crianças, também podem ser usadas para criar uma rede de segurança tecnológica pessoal. É um paradoxo dos dispositivos electrónicos: as pessoas receiam aparelhos que indiquem onde estão, mas também há quem queira estes aparelhos para se sentir seguro. Eis algumas sugestões recentes.

Porta-chaves com SOS

O Revolar Instinct, lançado este ano, é um porta-chaves de dois centímetros e meio que vem com três modos de alerta ("estou seguro", "vem ter comigo", e "emergência") que envia mensagens (via sms e email) com a localização do utilizador para um grupo de contactos pré-definidos. O objectivo é que o utilizador possa pedir ajuda antes que uma emergência médica ou situação suspeita piore. 

Ninguém precisa de instalar uma aplicação móvel adicional para receber os alertas do Revolar, mas há uma aplicação opcional para o utilizador personalizar as mensagens de alerta e consultar um medidor de passos (uma função adicional do porta-chaves SOS).

As criadoras, Jacqueline Ros e Andrea Perdomo, inspiraram-se nas suas histórias pessoais para criar o Revolar: a irmã de Ros foi atacada enquanto adolescente, e a avó de Perdomo foi sequestrada na Colômbia. Ambas sempre quiserem um dispositivo que pudesse ter ajudado as duas mulheres com um simples clique.

Segundo as criadoras, o Revolar já enviou mais de 30 mil alertas (de vários tipos) em mais de 60 países em todo o mundo. Custa cerca de 68 euros.

Para os fãs da Apple: a última versão do sistema operativo do relógio inteligente da marca, o WatchOS 3, também inclui um sistema de SOS. Quando a funcionalidade está activada, basta carregar no botão de lado do relógio para o activar. O relógio consegue contactar os serviços de emergência e enviar SMS até três contactos.

Lapas com GPS 

A indústria dos localizadores de GPS (conhecidos como trackers) para crianças também tem crescido nos últimos anos, com perto de 300 modelos actualmente disponíveis no site da Amazon.

Este ano, a startup indiana Leaf Wearables (conhecida por desenhar jóias com botões de pânico embutidos) lançou uma gama de relógios inteligentes para os mais novos: o Safer Kids. Além de permitir que os pais sigam os passos das crianças (via aplicação para smartphone), vem com um botão de "alerta vermelho" de lado para as crianças chamarem os contactos de emergência. Há ainda um microfone por onde as crianças podem falar com os adultos, e pode-se programar até sete números de telefone diferentes. 

O aparelho destina-se a crianças entre os quatro e os dez anos e vem em três cores (azul, rosa e amarelo) com personagens diferentes (um panda ou um gato). Custa cerca de 49 euros.

Em Portugal, também há a Lapa. A plataforma de perdidos e achados portuguesa, (que utiliza um porta-chaves com GPS embutido), é utilizada desde 2013 para localizar crianças. O pequeno porta-chaves azul pode-se colar ou pendurar em qualquer objecto, animal ou criança que não se queira perder de vista. Pode-se encontrar o porta-chaves Lapa (e a criança que o leva) ao activar um alarme sonoro no aparelho, ou ao monitorizar a localização do porta-chaves num mapa da aplicação móvel. Também se pode activar um sistema de alertas para telemóvel quando o porta-chaves Lapa se afasta demasiado. Custa cerca de 29,20 euros.

Uma sirene portátil

O Occly Blinc reúne quatro câmaras (que permitem um registo de imagens a 360 graus), um microfone, luzes LED, um sistema de GPS, e um alarme sonoro de emergência num só dispositivo possível de transportar no braço (ou de anexar a qualquer acessório). Para quem vive nos Estados Unidos, existe ainda a possibilidade de conectar o aparelho (que, sozinho, custa cerca de 170 euros) a uma equipa de emergência disponível 24 horas por dia. O Blinc também pode monitorizar uma divisão específica da casa.

Quando o alarme do Blinc é activado, as sirenes e as luzes LED do dispositivo disparam, alertando as pessoas nas redondezas sobre a situação. Em simultâneo, o aparelho começa a gravar áudio e imagens que podem ser enviadas enviar a uma equipa de segurança profissional.

A aplicação móvel associada permite aceder a índices de criminalidade sobre as zonas onde o utilizador circula. 

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