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Facebook vai dar prioridade a conteúdos pessoais em vez de notícias

Fonte: Público

A rede social Facebook anunciou, na quinta-feira, que vai dar mais visibilidade aos conteúdos publicados por familiares e amigos dos utilizadores em detrimento dos que têm "carimbo" de empresas, marcas ou meios de comunicação social.

O anúncio foi feito pelo presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, que indicou que as mudanças no funcionamento da plataforma estão orientadas para melhorar e tornar mais valiosas as experiências dos utilizadores da rede social.

“Recentemente, temos recebido comentários da nossa comunidade [de utilizadores] de que o conteúdo público, posts de empresas, marcas e meios de comunicação, está a excluir os momentos pessoais que nos levam a conectarmo-nos mais com os outros”, afirmou, numa publicação no seu perfil oficial no Facebook.

“É fácil perceber como chegámos aqui. Vídeo e outros conteúdos públicos têm explodido no Facebook nos últimos dois anos. Dado que há mais conteúdos públicos do que posts dos nossos amigos e familiares, o equilíbrio do que aparece no feed de notícias afastou-se da coisa mais importante que o Facebook pode fazer, ajudar a conectarmo-nos uns com os outros”, escreveu Mark Zuckerberg.

Zuckerberg acrescentou que o Facebook encetou as mudanças nesta direcção no ano passado. É algo que a actual gestora de produto do Facebook, Tessa Lyons-Laing tinha adiantado ao PÚBLICO numa conversa em Setembro. "Primeiro e acima de tudo estão os amigos e a família. Temos dito isso desde o começo e vamos continuar a dizer isso”, disse Lyons-Laing na altura. "Somos uma plataforma aberta a todas as ideias, mas as pessoas que ouvimos mesmo são as pessoas que usam a nossa plataforma"

Foi em Abril de 2015 que o algoritmo da rede social foi alterado pela primeira vez para dar prioridade às publicações dos amigos (acima de órgãos de comunicação e entretenimento). Os utilizadores estavam preocupados em perder as “actualizações importantes dos amigos com quem se preocupam." 

Esta quinta-feira, o fundador do Facebook afirmou ainda que há provas resultantes de estudos académicos a esta tendência que sinalizam que este desequilíbrio não é positivo.

“As investigações mostram que quando usamos as redes sociais para nos conectarmos com pessoas com as quais nos preocupamos isso pode ser bom para o nosso bem-estar. Podemos sentirmo-nos mais ligados e menos sozinhos, e isso tem uma co-relação com os índices de felicidade e saúde a longo prazo”, sustentou.

“Por outro lado, ler artigos ou ver vídeos de forma passiva, mesmo que sejam de entretenimento ou informativos, pode não ser tão bom”, acrescentou. Em breve, os utilizadores da rede social vão começar a ver mais publicações no seu mural de familiares, amigos e conhecidos.

Segundo os mais recentes dados oficiais, correspondentes a Setembro de 2017, o Facebook contava com uma média de 1370 milhões de utilizadores activos diariamente.

Actualização: Clarificado que o Facebook já tinha revelado a intenção de dar prioridade aos amigos em Setembro. 

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