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Assistente virtual da Amazon interpretou reportagem como pedido para fazer compras online

Fonte: Público

As encomendas de casas de bonecas começaram a aumentar depois de uma reportagem do canal norte-americano CW6. A reportagem era sobre uma menina de seis anos que alegadamente encomendou uma casa de bonecas com a Alexa, a assistente virtual da Amazon. Os aparelhos que os telespectadores tinham em casa interpretaram a informação como um pedido e iniciaram as encomendas. 

A Echo é uma coluna de som desenvolvida pela Amazon com várias funcionalidades. Uma delas é a assistente Alexa, que tem funções tão distintas como dar um boletim de informação meteorológica, chamar um Uber ou encomendar produtos da Amazon, apenas através dos sistemas de reconhecimento de voz.

Na quinta-feira, quando o canal norte-americano CW6 deu a noticia de que uma menina texana de seis anos tinha pedido uma casa de bonecas no valor de 160 dólares (aproximadamente 150 euros) e 1,8 quilogramas de biscoitos de açúcar por engano – estava a brincar e a assistente interpretou a afirmação como um pedido. Depois da peça, os pedidos de casas de bonecas dispararam e as queixas dos telespectadores também.

É que os assistentes Alexa interpretaram a informação da reportagem como um pedido e iniciaram a compra. O apresentador Jim Patton terá afirmado que adorou quando a menina disse "A Alexa encomendou-me uma casinha de bonecas!". Os Alexa que registaram a frase interpretaram-na como um pedido.

As palavras mágicas foram mesmo "Alexa" e "casa de bonecas", uma vez que a assistente só interpreta os pedidos depois de ouvir o seu nome. A compra por comando de voz é uma configuração de base do dispositivo Echo da Amazon que pode ser alterada. A empresa também declara que qualquer compra acidental pode ser devolvida sem qualquer custo. 

Para evitar que compras acidentais aconteçam, a Amazon já preparou um conjunto de definições especiais que dificultam a compra por voz, por exemplo, através da introdução de um código de quatro digitos.

O dispositivo Alexa já está a colocar questões sobre a confidencialidade e protecção de dados, uma vez que os utilizadores não conseguem saber que tipo de informação pode estar a ser retirada das suas conversas e registada pelo equipamento. 

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